Células estaminais utilizadas como terapia celular no tratamento do Linfoma

Escrito September 1, 2012
Por Webmaster
Categoria Press Releases
Setembro de 2012
No âmbito do Dia Mundial do Linfoma, que este ano se celebra a 15 de Setembro, a BEBÉ VIDA, banco 100% português de criopreservação das células estaminais do sangue do cordão umbilical, licenciado pelo Ministério da Saúde, recorda que o transplante de células estaminais se constitui como uma terapia celular possível para aplicação terapêutica e substituição das funções das células irreversivelmente lesadas.

Em Portugal, todos os anos são descobertos cerca de 2.000 novos casos deste tipo de cancro, sendo importante alertar para o elevado potencial das células estaminais, que conferem uma grande capacidade no que se refere às aplicações terapêuticas a nível da Biomedicina.

Recorde-se que o linfoma é uma doença dos linfócitos e assemelha-se a um cancro, dado que a regulação dos linfócitos afetados sofre alterações. Podem dividir-se em dois grupos, o Linfoma não-Hodgkin (ou LNH) e o Linfoma de Hodgkin (também conhecido como doença de Hodgkin).

O transplante de células estaminais é uma das opções possíveis para alguns doentes com linfoma não-Hodgkin, na medida em que as células estaminais são células sanguíneas imaturas que se formam na medula óssea e transformam-se em células sanguíneas maduras - glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas.

Estas células têm a capacidade de se diferenciar em vários tipos celulares e de se renovar e dividir indefinidamente. No caso das células que se encontram no sangue do cordão umbilical, o seu isolamento e criopreservação (conservação através de ultracongelação) proporcionam aos recém-nascidos e familiares a sua eventual utilização no tratamento de doenças genéticas ou degenerativas.
De acordo com a Dra. Marika Binni, Médica Imuno-hemoterapeuta do Hospital Santo António e Directora Clínica do Laboratório BEBÉ VIDA “O transplante alogénico de células estaminais pode ser uma opção terapêutica em alguns linfomas, nomeadamente quando ocorre uma resistência ou recaída após quimioterapia. O autotransplante pode ser também uma opção em casos selecionados”, adianta ainda a especialista.