Menino do Equador com paralisia cerebral apresenta melhorias após terapia com sangue de cordão umbil

Escrito July 25, 2016
Categoria Press Releases
Julho de 2016

Menino do Equador com paralisia cerebral apresenta melhorias após terapia com sangue de cordão umbilical


 Após receber um transplante com células estaminais do sangue de cordão umbilical, Tomas superou quase na totalidade da sua paralisia cerebral espástica, que neste caso afetou as capacidades motoras de quatro membros. Neste caso, esta condição teve origem na ausência de oxigénio devido a um mau funcionamento da incubadora em que o bebé se encontrava após o seu nascimento prematuro.
 
Felizmente para os pais de Tomas, decidiram armazenar o sangue de cordão umbilical do seu filho num banco familiar.

Esta decisão foi crucial para a vida do meu filho” afirma a mãe.

 
  
Como tudo começou?
Durante o 5º mês de gravidez, a mãe de Tomas  foi diagnosticada com pré-eclampsia (hipertensão, edema, etc). Isto forçou-a a ficar em repouso absoluto durante o resto da gravidez. Na 31ª semana o batimento cardíaco do bebé começou a decrescer devido a uma contorção dupla no cordão umbilical. Nesta altura os médicos tiveram de desencadear um processo de maturação dos pulmões do bebé de modo a poderem realizar uma cesariana de emergência.
 
O que é a Paralisia Cerebral?
A criança com Paralisia Cerebral tem uma perturbação do controlo da postura e movimento, em consequência de uma lesão ou anomalia cerebral que afecta o cérebro em período de desenvolvimento.
Algumas crianças têm perturbações ligeiras, quase imperceptiveis, que as tornam desajeitadas a andar, falar ou usar as mãos.
Outras são gravemente afectadas com incapacidade motora grave, impossibilidade de andar e falar, sendo dependentes nas actividades de vida diária.
 
Entre estes dois extremos existem os casos mais variados.
De acordo com a localização das lesões e áreas do cérebro afectadas, as manifestações podem ser diferentes.
Os tipos mais comuns são:
 
Espástico – Caracterizado por paralisia e aumento de tonicidade dos músculos resultante de lesões no córtex ou nas vias daí provenientes. Pode haver um lado do corpo afectado (hemiparésia), os quatro membros afectados (tetraparésia) ou os membros inferiores (diplegia).
Disquinésia – (Atetose/Coreoatetose ou Distonia) – Caracterizada por movimentos involuntários e variações na tonacidade muscular resultantes de lesões dos núcleos situados no interior dos hemisférios cerebrais (Sistema Extra-Piramidal).
Ataxia– Caracterizada por diminuição da tonicidade muscular, incoordenação dos movimentos e equilíbrio deficiente, devidos a lesão ou anomalia no cerebelo ou das vias cerebelosas.
 
Após a extração de Tomas os médicos verificaram que os pulmões não estavam desenvolvidos o suficiente pelo que este teve de ser colocado numa incubadora na unidade de cuidados intensivos neonatais. Nos dias que se seguiram ao parto, a incubadora à qual Tomas estava ligado apresentou uma anomalia, cortando o fornecimento de oxigénio. A falta de oxigénio causou a paralisia cerebral espástica ao Tomas.

O tratamento
Após a realização dos testes necessários ao sangue de cordão criopreservado, armazenado num laboratório familiar, com o objectivo de garantir que as células reuniam todas as condições para ser utilizadas, as mesmas foram enviadas para o Hospital da Universidade de Duke nos Estados Unidos.
Tomas foi inscrito no ensaio clínico para paralisia cerebral espástica liderado pela Dra. Joanne Kurtzberg, pioneira na transplantação de células estaminais do sangue de cordão umbilical. Tomas participou neste estudo durante um período de 3 anos. Alguns pacientes do estudo receberam as suas próprias células estaminais do sangue de cordão no início do mesmo ao passo que o grupo de controlo recebeu o mesmo transplante um ano depois. Durante este período de tempo todas as evoluções relevantes foram registadas.
Hoje Tomas tem uma qualidade de vida semelhante a outras crianças de 5 anos. Apesar do diagnóstico inicial, Tomas pode agora andar e jogar à bola. Fala também duas línguas e frequenta a escola. A sua Mãe ainda se recorda do tempo em que os médicos lhe disseram que o seu filho não seria capaz de andar ou falar. Os médicos disseram-lhe que o Tomas não seria capaz de realizar as atividades que hoje em dia fazem parte da sua realidade.
Esta recuperação notável deve-se em parte ao tratamento com células estaminais do sangue de cordão umbilical. Tomas começou a andar após a administração das células estaminais e continuou a melhorar com a ajuda adicional de fisioterapia e terapia ocupacional. O tratamento com células estaminais do sangue de cordão significou uma mudança radical na vida de Tomas, uma vida completamente nova.
 

Fontes: Parentsguidecordblood.org ; APCC

 

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