Estudo promissor com células estaminais do tecido do cordão umbilical para tratar a atrofia óptica

As células do nervo óptico podem ser irreversivelmente danificadas por diversos motivos. Infelizmente, o nervo óptico e as células ganglionares da retina não têm capacidade regenerativa.

Num estudo publicado recentemente na prestigiada revista European Journal of Ophthalmology pretendeu-se investigar a segurança e eficácia da utilização de células estaminais mesenquimais obtidas a partir do cordão umbilical para tratar doentes com atrofia óptica.

Assim, foram efectuados 29 procedimentos em 23 doentes com atrofia óptica e seguidos no serviço de oftalmologia do Hospital para  avaliação dos resultados. Para seguimento dos pacientes foram realizados vários exames médicos oftalmológicos com regularidade durante o primeiro ano pós terapia.

Os investigadores que lideraram este estudo puderam desta forma concluir que a terapia realizada com células estaminais mesenquimais obtidas a partir do cordão umbilical é um procedimento biologicamente seguro revelando eficácia na recuperação da atrofia óptica, doença que neste momento ainda não tem um tratamento bem estabelecido.

Os mesmos investigadores já tinham publicado em Setembro de 2020 um outro estudo com uso de células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical para tratar pacientes com retinite pigmentosa, uma doença caracterizada por dificuldade de ver à noite e diminuição de visão periférica.

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