Médicos da Univ. de Duke realizam transplante de células estaminais para salvar criança

Escrito August 19, 2016
Agosto 2016

Médicos da Univ. de Duke realizam transplante de células estaminais para salvar criança

Thor Uran é uma criança de 2 anos, muito activa, sempre com um grande sorriso e com o hábito ternurento de atirar beijinhos. Ele já demonstra muito amor pela sua irmã mais nova, Lila.
 
Graças ao tratamento realizado na Universidade de Duke, um menino com uma doença grave, está a caminho de uma vida normal.
Os transplantes de células estaminais do sangue do cordão umbilical são cada vez mais comuns, no entanto os médicos dizem que este, foi um desafio.



 
 "Eles vão estar ligados de uma forma muito especial”. Ambos têm, literalmente, o mesmo sangue," disse a mãe de Thor, Justine Uran.
 
Thor estava em constante risco de infeções devido à doença.

"Existem certas bactérias e fungos, que ele simplesmente não consegue combater," explicou Justine Uran. O seu marido, Dustin, acrescentou, "ele não podia brincar no jardim, não podia brincar com areia nem com água.

 
 
Apenas algumas semanas depois de Lila nascer, o sangue do seu cordão umbilical foi transplantado para o irmão, que tem a estado a lutar contra uma rara doença genética, chamada doença granulomatosa crónica.
 

"Dado o tipo de doença que Thor tinha, eu não esperava uma vida normal nem duradoura para ele," disse o Dr. Vinod Prasad, do Programa Pediátrico de Transplante de Sangue e Medula, da Universidade de Duke.

 
A melhor hipótese de Thor, para uma vida normal, seria um transplante de medula óssea, mas os médicos não conseguiram encontrar um dador compatível.
A família teve de procurar alternativas e decidiram recorrer ao sangue do cordão umbilical e à experiência da Universidade de Duke no que diz respeito a transplantes de sangue de cordão umbilical.
A Universidade de Duke realizou o primeiro transplante alogénico de sangue do cordão umbilical do mundo em 1993. 
 

"Este transplante foi realmente muito interessante e pioneiro a vários níveis", disse o Dr. Prasad.

Naquela altura, quando Justine Uran estava grávida de Lila, os médicos conseguiram determinar que ela não trazia consigo vestígios da doença do irmão e que o sangue do cordão umbilical era compatível.
Os pais deixaram os empregos e mudaram-se para Durham para o nascimento da Lila e consequente transplante de Thor.
 
 
A família esteve 42 dias no hospital.
Mais de três meses após o transplante, Thor estava a começar a ser ele próprio, mas continuava à espera que o seu novo sistema imunitário se tornasse mais forte.
Dr. Prasad afirmou que, geralmente, os transplantes de sangue de cordão umbilical causam menos complicações do que os tradicionais transplantes de medula óssea e a compatibilidade nem precisa de ser tão perfeita.
 
 

"O sangue de cordão umbilical tem sido usado para salvar milhares de crianças com muitas e diferentes doenças, incluindo leucemia, linfoma, imunodeficiências ou outras doenças hereditárias," ele explicou.

 
As perspetivas de longo prazo para Thor, após o transplante, são agora muito diferentes do que inicialmente se pensava.
 
Segundo o pai de Thor, “ele estaria muito limitado sem o transplante, mas agora, não existem quaisquer limites e ele vai crescer como uma criança normal.”
 
 
 
 

Fonte:
http://wncn.com/2016/07/12/duke-doctors perform-unique-cord-blood-transplant-to-save-boy/
 


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