Clampagem Tardia vs Sangue Cordão Umbilical

Escrito January 17, 2017
Janeiro 2017

Clampagem Tardia vs Sangue Cordão Umbilical


A clampagem tardia do sangue do cordão umbilical têm sido um tema muito discutido nos últimos tempos. Muitas futuras mães colocam-nos, muitas vezes, a questão se a clampagem tardia tem impacto no volume da colheita de sangue do cordão umbilical.
 
Antes de mais tentemos perceber o porquê das mães considerarem tomar a decisão de clampar tardiamente o cordão.
 
A clampagem tardia do cordão consiste em deixar pulsar o cordão umbilical por um determinado período de tempo antes da clampagem e corte do cordão umbilical.
 
De acordo com o Congresso Americano dos Ginecologista e Obstetras os benefícios da clampagem tardia do cordão são:
 
·       Melhoria dos níveis de ferro no recém-nascido se a mãe tiver registo de baixos níveis de ferro;
 
·       Decréscimo das intercorrências pré-termo tais como menor necessidade de transfusões de sangue.
 
Um dos pontos-chave é determinar quanto tempo deverá pulsar o sangue do cordão até ao procedimento de clampagem e posterior colheita do sangue do cordão. Tem sido reportado na literatura científica que nos partos a termo, em crianças saudáveis, mais de 90% do volume de sangue colhido é obtido nos primeiros momentos até que a criança comece a respirar. É pois difícil determinar o tempo exato de clampagem do cordão porque cada parto é um parto e não existe uma experiência universal padronizável.
 

 A boa notícia é que para aquelas mães que decidem optar pela clampagem tardia do cordão, continua a haver oportunidade para colher sangue do cordão para criopreservação.



Um estudo recente publicado na revista Lancet, concluiu que a posição do recém-nascido antes da clampagem do cordão não parece afetar o volume de sangue que flui para o bebé. É pois permitido às mães segurar o seu recém-nascido no seu abdómen ou peito permitindo o primeiro contacto entre mãe e filho e ao mesmo tempo diminuir os eventuais deficits de ferro nos primeiros meses de vida.
 
A experiência profissional de algumas parteiras apontam para um tempo de clampagem entre 30 a 90 segundos, em partos a termo e sem complicações pré-natal. Clampando o cordão umbilical no momento certo e de forma adequada, permite que o sangue flua rapidamente para os pulmões e restantes partes do recém-nascido. Contudo, mais sangue nem sempre significa mais benefícios para o recém-nascido, pelo contrário até pode levar a episódios de icterícia, possivelmente exigindo fototerapia e prolongamento da estadia no hospital.
 
No parto pré-termo (com menos de 37 semanas) com registo de intercorrências pré-natal, a opção poderá colocar mais pressão no cordão umbilical de forma a fazer fluir mais sangue para o recém-nascido. Este pequeno procedimento permite aportar um volume adicional de sangue.
 
Após a clampagem do cordão umbilical, a colheita pode ser realizada imediatamente. As reservas residuais placentárias podem permanecer intactas sem comprometer a colheita de células estaminais para criopreservação.

 
 
Apesar dos benefícios da clampagem tardia do cordão nos partos pré-termo serem inegáveis, o Congresso Americano de Ginecologia e Obstetrícia também alerta para as possíveis complicações resultantes de uma clampagem tardia do cordão, nomeadamente a Policitemia (aumento considerável do volume de glóbulos vermelhos) e poder levar à icterícia, exigindo fototerapia e prolongamento da estadia no hospital.

Assim, é nossa opinião que a grávida que opta pela clampagem tardia do cordão e pela criopreservação do sangue do cordão umbilical, deverá começar pela conversa com a sua parteira ou médico obstetra questionando-os sobre a sua opinião acerca do melhor procedimento para acautelar os dois objetivos. Estabelecer uma relação de confiança com os profissionais de saúde, que irão realizar o parto, levará certamente a uma tomada de decisão acertada.
 
Fonte: http://blogs.babycenter.com/mom_stories/delayed-cord-clamping-what-you-need-to-know/
 
 

Sobre a BEBÉ VIDA
Fundado em 2004 e 100% português, o Banco de Tecidos e Células Bebé Vida é o maior Banco de criopreservação de Portugal com cerca de 2500m2, construído de raiz a pensar nos diferentes serviços na área de criopreservação. Licenciado pelo Ministério da Saúde, eleito PME Excelência’ 15 e PME Líder 2010/2011/2012/2013/2014/2015/2016, disponibiliza o serviço de criopreservação de células estaminais do sangue e do tecido do cordão umbilical de recém-nascidos.
 
Para mais informações
Tel.: 707 20 10 18 | geral@bebevida.com
www.bebevida.com ou www.facebook.com/paginabebevida

 
 
 
ACOG Statement
on Delayed Clamping


During the past week the American College of Obstetricians and Gynecologists released a position statement on delayed cord blood clamping that recommends an interval of 30-60 seconds after delivery of healthy term babies.

The recommendation is based on limited studies that show a beneficial effect on red blood cell stores in the newborn, lessening the risk of iron deficiency anemia later in infancy. The statement also notes that there is a small risk of increased hyperbilirubinemia in some infants after delayed cord clamping. Finally, the statement acknowledges that delayed cord clamping may lessen the amount of placenta blood available for collection for cord blood banking, and that delayed clamping might be aborted to maximize the amount of placental blood available for harvest in directed donation or family banking.

The statement references a report from the National Placental Blood Program at the New York Blood Center showing that fewer publicly donated units met specifications for banking when collected after delayed clamping.

Although the impact of the ACOG statement cannot be foreseen at this time, it is likely that an increased number of obstetrical providers will practice delayed clamping. Mothers who learn about delayed clamping will have the option to request or refuse it.

This new statement has obvious potential implications for cord blood banking. For private/family banking, the benefits of leaving the blood in the umbilical cord will need to be explained. With this knowledge, mothers can decide whether they want the baby to have more blood post-delivery or have the blood available for cord blood storage. For public banking, there is the principle of not interfering with standard-of-care for the baby and mother. Mothers who volunteer to donate their baby's cord blood to a public bank should be informed about collection with or without delayed clamping. It is her choice whether her obstetrical provider delays clamping after delivery of her baby.

This represents yet another challenge for cord blood banking in general. The impact of the ACOG position statement on routine obstetrical practice will be better understood in the coming months. The CBA will continue to monitor and report on these metrics as they emerge.