Células estaminais do cordão umbilical para a investigação da Diabetes tipo 1

Escrito August 16, 2018
Agosto 2018

Células estaminais do cordão umbilical para a investigação da Diabetes tipo 1

Cerca de 1,25 milhões de Americanos padecem da diabetes tipo 1, e anualmente diagnosticam-se cerca de 70.000 crianças com esta patologia. A diabetes tipo 1 é uma consequência do sistema imune do indivíduo que destrói as células beta responsáveis pela produção de insulina no pâncreas. Quando os pacientes são diagnosticados com diabetes tipo 1, a maioria das suas células beta já foram destruídas e os tratamentos atuais focam-se apenas na função da doença.
 
O grande desafio que se colocam hoje em dia  é tentar identificar os tratamentos que podem vir a restabelecer a resposta imune contribuindo dessa forma para  a preservação das células beta a longo prazo. Os pacientes que desenvolvem a diabetes tipo 1 não têm um número suficiente de células T reguladoras e para além disso são disfuncionais. As células T Reguladoras (Tregs) são um tipo de glóbulos brancos que é um regulador imune crítico para manter a tolerância e limitar as reações autoimunes.
 
Investigadores do Cleveland Cord Blood Center estão a estudar as células T do sangue do cordão umbilical dos bebés recém-nascidos  uma vez serem únicas, têm uma capacidade reguladora muito forte. Os investigadores baseiam-se na tolerância imune neonatal e a sua aplicação para tratar pacientes com diabetes tipo 1.
 
Atualmente estão sendo levados a cabo estudos pré-clínicos para verificar que as células T-Reg do sangue do cordão  umbilical podem reprimir de forma segura o ataque anormal das células T nas células “islets” do pâncreas que ocorrem nos pacientes com diabetes tipo 1. Prevê-se que esta intervenção seja mais efetiva quando o paciente seja diagnosticados quanto antes. Se os TRegs podem deter o ataque autoimune das células “islets” produtoras da insulina do paciente no pâncreas, dessa forma permitirá a recuperação das células beta-pancreáticas e a melhoria do tratamento da diabetes.
 
Os investigadores do Cleveland Cord Blood Center desenvolveram um protocolo para:
  • Identificar uma unidade de sangue do cordão umbilical compatível com HLA do paciente com diabetes tipo 1.
  • Isolar as células estaminais da unidade de sangue do cordão umbilical
  • Gerar Tregs induzidos (iTregs) das células estaminais do sangue do cordão umbilical.
  • Fazer crescer os iTregs durante 3 semanas em condições de cultivo estéril desenvolvidas exclusivamente por um equipamento para manter a função reguladora T.
  • Infundir no paciente com diabetes tipo 1 estas células Tregs do sangue do cordão umbilical expandido.

 

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Fonte original: parentsguidecordblood.org/en/news/Cleveland-cord-bloo-center-research-type-1-diabete