Um estudo publicado no British Journal of Dermatology (2026) analisou o potencial terapêutico de células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical no tratamento de formas graves de psoríase que não responderam às terapias convencionais.
Estima-se que em Portugal existam cerca de 300 mil pessoas com psoríase.
A psoríase é uma doença inflamatória crónica da pele que pode ser difícil de controlar em alguns doentes, mesmo com os tratamentos mais avançados disponíveis, não havendo uma cura. A psoríase pode ter início em qualquer idade, mas o seu aparecimento é mais habitual entre os 15-25 anos e os 50-60 anos.
Nesta investigação, os autores exploraram o potencial terapêutico da utilização de células obtidas do cordão umbilical como uma alternativa, avaliando a sua capacidade de influenciar a resposta inflamatória subjacente à doença.
Os resultados iniciais mostraram que, em determinados casos, a aplicação destas células pode levar a melhorias no quadro clínico de pacientes com psoríase grave que não apresentavam resposta satisfatória às terapias padrão.
Estes achados sugerem que a terapia celular pode vir a ser uma abordagem promissora na gestão de formas mais resistentes da doença.
Apesar dos resultados encorajadores, os investigadores sublinham que são necessários ensaios clínicos mais amplos e com acompanhamento a longo prazo para confirmar a eficácia e a segurança desta abordagem antes que possa ser adotada de forma generalizada na prática clínica.


