O estudo apresentado foi desenvolvido para demonstrar que os glóbulos vermelhos provenientes do sangue do cordão umbilical são um produto seguro e disponível para transfusão em bebés extremamente prematuros e que a sua utilização não é menos eficaz do que a transfusão de glóbulos vermelhos provenientes de doadores adultos no tratamento da anemia do prematuro.
A prematuridade constitui um importante problema de saúde materno-infantil devido à sua elevada incidência e às complicações associadas.
A anemia é frequente em prematuros extremos e o seu tratamento requer, muitas vezes, transfusões de glóbulos vermelhos, habitualmente obtidos a partir de doadores adultos.
No entanto, algumas complicações da prematuridade podem aumentar com transfusões provenientes de doadores adultos, como retinopatia da prematuridade, displasia broncopulmonar e enterocolite necrosante, possivelmente devido a diferenças na libertação de oxigénio e à presença de pequenas quantidades de metais pesados que podem ser potencialmente tóxicos para estes recém-nascidos.
Os glóbulos vermelhos do sangue do cordão umbilical podem constituir uma alternativa mais adequada, uma vez que não alteram o perfil de hemoglobina e podem reduzir a toxicidade associada ao oxigénio.
Estudos anteriores já avaliaram a segurança destas transfusões em prematuros, não demonstrando aumento do risco de complicações em comparação com transfusões de doadores adultos.
Foi, assim, concebido um estudo piloto para avaliar a segurança, viabilidade e eficácia da utilização de glóbulos vermelhos do sangue do cordão umbilical em transfusões para bebés extremamente prematuros.
Artigo publicado pela equipa BebéVida, a 19 de fevereiro de 2026.
Estudo: clinicaltrials.gov/study/NCT05612919#participation-criteria


