A neuromielite óptica é uma doença rara do sistema nervoso central, caracterizada por inflamação do nervo óptico e da medula espinal, podendo provocar perda de visão e dificuldades motoras significativas.
Atualmente, as opções terapêuticas disponíveis são limitadas e focam-se sobretudo no controlo da resposta imunitária e na prevenção de recaídas.
Neste contexto, a investigação tem vindo a explorar novas abordagens, nomeadamente a utilização de células estaminais mesenquimais derivadas do cordão umbilical.
Estudos recentes sugerem que estas células poderão desempenhar um papel relevante na modulação da resposta imunitária e na redução dos processos inflamatórios associados à doença.
De acordo com os dados analisados, a terapia com células do cordão umbilical poderá contribuir para:
- reduzir a inflamação no sistema nervoso central
- proteger as estruturas nervosas afetadas
- promover mecanismos de reparação tecidual
Estas propriedades tornam esta abordagem particularmente interessante em doenças autoimunes e inflamatórias como a neuromielite óptica.
Apesar dos resultados encorajadores, esta estratégia encontra-se ainda em fase de investigação, sendo necessários mais estudos clínicos para confirmar a sua segurança e eficácia a longo prazo.
A utilização de células estaminais do cordão umbilical representa uma abordagem promissora no tratamento de doenças neurológicas raras, abrindo novas perspetivas para terapias mais direcionadas e eficazes.
Artigo publicado pela equipa BebéVida, a 09 de abril de 2026.
Fonte: https://bio-cord.es/noticias/celulas-del-cordon-umbilical-para-la-neuromielitis-optica/


