Investigação científica analisa o potencial das células estaminais do cordão umbilical no tratamento de encefalopatia hipóxico-isquémica.
Uma lesão cerebral grave causada pela falta de oxigénio e fluxo sanguíneo para o cérebro durante o período perinatal, a encefalopatia hipóxico-isquémica (EHI) , é uma das principais causas de incapacidade neurológica em recém-nascidos.
Nos últimos anos, a investigação científica tem explorado novas abordagens terapêuticas com células-estaminais do sangue do cordão umbilical, devido ao seu potencial regenerativo, propriedades anti-inflamatórias e capacidade de promover a reparação dos tecidos cerebrais.
Um estudo exploratório recente avaliou a segurança e viabilidade da utilização de sangue do cordão umbilical autólogo (do próprio bebé) e células placentárias em crianças diagnosticadas com EHI.
Os resultados demonstraram que o tratamento é seguro e bem tolerado, abrindo caminho para futuras investigações mais amplas sobre a sua eficácia clínica.
Os investigadores observaram sinais encorajadores de melhoria em parâmetros neurológicos e funcionais, sugerindo que este tipo de terapia poderá contribuir para reduzir as sequelas motoras e cognitivas associadas a esta condição.
Embora sejam necessários mais ensaios clínicos para confirmar os benefícios a longo prazo, estes dados reforçam o potencial das células estaminais do cordão umbilical como uma promissora estratégia terapêutica na medicina regenerativa neonatal.
Este avanço representa mais um passo no desenvolvimento de tratamentos inovadores para doenças neurológicas pediátricas, oferecendo esperança às famílias afetadas por esta patologia.
Artigo publicado pela equipa BebéVida, a 29 de janeiro de 2026.
Artigo: https://www.sap.org.ar/docs/publicaciones/archivosarg/2025/v123n1a16e.pdf


