A criopreservação do sangue e do tecido do cordão umbilical é uma prática que permite guardar células estaminais do recém-nascido imediatamente após o parto, oferecendo possibilidades terapêuticas futuras para doenças do sangue, imunológicas e alguns tipos de cancro.
Ciência que inspira confiança
Estas células apresentam um enorme potencial regenerativo e podem ser utilizadas em transplantes ou em terapias celulares inovadoras. Ensaios clínicos modernos ilustram de forma clara a importância desta abordagem científica.
Um exemplo é o estudo INTRO01, publicado na revista Gynecologic Oncology (1), que investigou uma nova imunoterapia para mulheres com cancro do ovário recorrente. Neste ensaio de fase I, o principal objetivo foi avaliar a segurança e a viabilidade de células Natural Killer derivadas de células estaminais do sangue do cordão umbilical.
As células foram cultivadas em laboratório e infundidas diretamente na cavidade abdominal das participantes, mostrando-se bem toleradas, com sinais preliminares de redução de marcadores tumorais e estabilidade clínica em alguns casos.
Embora ainda em investigação, este estudo demonstra como a ciência médica segue protocolos rigorosos para testar novas terapias, assegurando a segurança dos pacientes e abrindo caminho para tratamentos futuros.
Por que guardar agora?
A criopreservação do sangue e do tecido do cordão umbilical oferece aos pais a oportunidade de preservar células valiosas desde o nascimento, garantindo que, num futuro em que novas terapias sejam desenvolvidas, o seu filho ou familiares compatíveis possam beneficiar destas opções.
Assim como no ensaio clínico INTRO01, onde células derivadas do sangue do cordão foram usadas em tratamentos inovadores, a preservação destas células representa uma forma concreta de investir no futuro da saúde, permitindo que a ciência trabalhe a favor da vida e do bem-estar, desde o primeiro dia.


